segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SANGUE DE POETAS



SANGUE DE POETA
                       (Pierre da Gama)

Nasci mui distante,
como cavalheiro andante,
às vezes errante,
outras pensante,
mas sempre elegante.
Com sangue de poetas gloriosos,
Camões, Bocage, Saramago...
c’a mões muitos poemas escrevi,
a boca genial trovas expelia,
sem ser amargo...
Caminhando sempre em linha reta,
de estrangeiro a profeta na hora certa,
sempre encontrando uma cruz na hora incerta,
por ter o amor como meta.
Com inspirações de poetas nativos,
Vinicius, Bandeira, Augusto dos Anjos...
vi inícios bem sucedidos,
bandeira de beleza empunhada,
sentindo-me augusto com anjos...
A capacidade de construtores de castelos,
no solo e nas nuvens,
resistentes às guerras e ao tempo;
a nobreza de Reis e Rainhas,
de uma Europa em esplendor;
a coragem de desbravadores audazes,
que em vulneráveis naus,
rasgavam agitados oceanos;
tudo se fundiu...
para gerar o meu DNA.
Todo o ouro,
bravamente conquistado,
a alquimia,
transformou em poesia,
para eu devolver em bom estado,
de onde saiu um dia...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

NA VIDA APRENDI

Caro Pedro Gameiro Lopes,

Felicitacões poéticas!

Seu poema “Na Vida Aprendi" foi selecionado entre mais de 1800 inscritos para participar da antologia Gritos Contidos e concorrer aos prêmios que serão entregues na Cerimônia de Premiação com coquetel e sarau, no Rio de janeiro em 30 de novembro de 2016.

Atenciosamente,
Equipe Coruja Escritora



NA VIDA APRENDI
                    (Pierre da Gama)

Na vida muito aprendi
sobre a morte,
que ao nascer é o nosso horizonte,
mas olhando para trás
vê-se bilhões de anos
que se passaram,
e a sua brevidade é tão minúscula
que é como se não tivesse existido.
Mesmo com tal insignificância,
muitos abreviam ainda mais a vida
própria
ou
de seus semelhantes...

Na vida aprendi
sobre o amor,
cantado
em versos e em prosa,
todos querendo muito
mas muito pouco
oferecendo.
Que ele cura tudo,
mas o mundo
adoece
um pouco mais
a cada dia...

Na vida aprendi
que se aprende mais
quando fechamos os olhos,
e mergulhamos fundo
dentro 
do nosso universo.
Mas que a maioria
arregalam-nos
para enxergar
além da morte,
deixando de
viver...