Seguidores

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

ESTRADA PARA A VIDA

Poema que conquistou o primeiro lugar (Poesias - abrangência nacional) no Concurso Cultural "100 ANOS DA ESTRADA DE FERRO DE CAMPOS DO JORDÃO"

ESTRADA PARA A VIDA (UMA VIAGEM NO TEMPO)
                                                                      (Pierre da Gama)

E vinha a locomotiva soltando fumaça a plenos pulmões
Cortando verdejantes montanhas
Conduzindo almas com dores nas entranhas
Que levavam muitas esperanças nos corações.

Cortava serração, garoa e tempestade
Aos solavancos e barulho estridente de um apito
Percorrendo ferreamente o terreno inóspito
Tendo a chegada esperada com muita ansiedade.

Na volta trazia almas rejuvenescidas
As dores não mais existiam nos corpos
Com pulmões repletos de anticorpos
E forças para iniciarem novas vidas.

O trem passou, o tempo passou, e a Estrada cresceu
Desapareceu a locomotiva a vapor
Deixando de no ar a fumaça expor
E a Estrada atingindo o seu apogeu.

Começou uma nova era para o comboio
Transportando para respirar o ar puro
Das montanhas com clima douro
Para as atribulações da vida dar um apoio.

Muitos chegavam para apreciar o frio da estação
Da janela do hotel deleitar-se com as paisagens
Guardando para sempre as belas imagens
Enquanto o clima tiritava o corpo e aquecia o coração.

O tempo passava lentamente
A população rapidamente crescia
O comércio se desenvolvia
Transportava de tudo para a cidade ficar efervescente.

O trem passou, o tempo passou, o comboio parou
Hoje tem muitas histórias para contar e encantar
Indo para respirar ar puro e o frio degustar
Não deixe de passear pela estrada que a muitos fascinou.





3 comentários:

Pierre da Gama disse...

Poema que conquistou o primeiro lugar (Poesias - abrangência nacional) no Concurso Cultural "100 ANOS DA ESTRADA DE FERRO DE CAMPOS DO JORDÃO"

Ilda Lopes disse...

Realmente é linda, saudosista. Ameeeei..

Leopoldo Juan González disse...

Muy buena tu poesía y la de tus amigo de la página. Un fuerte abrazo y a publicar al libro que yá debe estar escrito. Leopoldo González